O que comer antes do treino de corrida? Veja 10 opções

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A refeição pré-treino do corredor deve priorizar carboidratos de fácil digestão, como banana, pão, aveia ou arroz, consumidos de 30 minutos a 2 horas antes, conforme o tamanho da refeição. Esses alimentos mantêm a glicose disponível, ajudam a evitar a hipoglicemia e sustentam o desempenho do início ao fim do treino.

Mas como saber qual dessas opções funciona melhor para uma rodagem leve, um treino intervalado ou um longão? A resposta depende do horário, da duração da corrida, da intensidade prevista e, principalmente, da tolerância digestiva de cada corredor.

Saber o que comer antes do treino pode mudar completamente a experiência de uma corrida de rua. Quando a alimentação combina com a sessão, o corredor tende a começar com mais disposição, sustentar melhor o ritmo e terminar sem aquela sensação de falta de energia. Por outro lado, uma escolha pesada ou feita em cima da hora pode trazer enjoo, refluxo, estufamento e vontade de interromper o treino.

Além disso, não existe uma única refeição pré-treino que funcione para todos. Um trote leve de 30 minutos antes do trabalho exige menos energia do que um longão de duas horas no domingo. Da mesma forma, quem corre às 5h30 precisa de uma estratégia diferente de quem treina depois do almoço. Portanto, o melhor pré-treino é aquele que oferece energia suficiente sem atrapalhar a digestão.

Alimentação antes da corrida: por que ela faz tanta diferença?

O carboidrato é um dos principais combustíveis utilizados durante exercícios de intensidade moderada e alta. Ele fica armazenado na forma de glicogênio nos músculos e no fígado e ajuda a manter o fornecimento de energia durante a corrida. Por isso, começar uma sessão exigente com pouca disponibilidade de carboidrato pode aumentar a percepção de esforço e dificultar a manutenção da intensidade planejada.

A nutricionista esportiva Suzana Bonumá, especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade de São Paulo e autora do livro A Dieta do Corredor, destaca a diferença que uma escolha simples pode fazer: “Entre comer uma banana antes de correr e não comer nada, a diferença é enorme”. Segundo a especialista, a alimentação precisa acompanhar tanto o treinamento quanto as necessidades da rotina do corredor.[1]

O livro A Dieta do Corredor foi desenvolvido justamente para abordar o que comer antes, durante e depois dos treinos, além dos erros mais comuns na alimentação de corredores amadores. A orientação central não é criar uma dieta radical, mas ajustar o momento, a quantidade e o tipo de alimento ao treinamento.

Isso não significa que todo treino obrigatoriamente precise de uma refeição completa. Uma corrida curta e leve pode ser feita sem um lanche adicional quando o corredor já se alimentou recentemente. Entretanto, antes de treinos longos, intensos ou realizados após muitas horas sem comer, a disponibilidade de carboidrato passa a ter maior importância.

Quanto tempo antes da corrida devo comer?

O tempo disponível até a corrida define o tamanho da refeição. Quanto mais perto do treino, menor, mais simples e mais fácil de digerir deve ser a escolha. Quando há duas ou três horas disponíveis, cabe uma refeição mais completa, com maior volume de carboidrato e uma quantidade moderada de proteína.

As diretrizes de nutrição esportiva trabalham com peso corporal, tempo disponível e demanda do exercício. O posicionamento conjunto da Academy of Nutrition and Dietetics, dos Dietitians of Canada e do American College of Sports Medicine recomenda de 1 a 4 gramas de carboidrato por quilo de peso corporal nas 1 a 4 horas anteriores a exercícios com mais de 60 minutos.[2]

Um corredor de 70 kg, por exemplo, teria uma faixa teórica entre 70 e 280 gramas de carboidrato. No entanto, isso não significa que ele precise consumir o limite superior antes de qualquer treino. Quanto menor o intervalo para a corrida, menor tende a ser a refeição. Além disso, a quantidade deve considerar a duração, a intensidade, a alimentação realizada anteriormente e a tolerância individual.

A organização do pré-treino pode seguir esta lógica:

  • Refeição completa, 2 a 3 horas antes: arroz com frango, macarrão com molho simples, pão com ovos, tapioca com frango, batata com peixe ou aveia com fruta e iogurte, sempre com pouca gordura e proteína moderada.
  • Lanche leve, 30 a 60 minutos antes: banana com mel, pão com geleia, tapioca pequena, cereal de milho, torradas ou aveia em pequena quantidade.
  • Menos de 30 minutos antes: banana, mel, geleia, bebida esportiva, suco ou gel de carboidrato já testado, apenas quando houver necessidade de energia rápida e pouco tempo para digestão.

Esse roteiro é um ponto de partida, não uma prescrição rígida. Duas pessoas podem comer o mesmo alimento e ter respostas completamente diferentes. Por isso, o corredor precisa testar quantidade, horário e combinação nos treinos comuns antes de repetir a estratégia em uma sessão decisiva ou em uma prova.

Refeição completa: 2 a 3 horas antes

Quando há pelo menos duas horas até o treino, é possível fazer uma refeição mais completa. Nesse período, arroz, macarrão, pão, tapioca, batata ou outras fontes de carboidrato podem ser combinadas com uma proteína magra, como frango, peixe, ovos ou iogurte.

Ainda assim, a quantidade de gordura deve permanecer controlada para não atrasar demais a digestão. Um almoço com arroz, frango e legumes cozidos pode funcionar bem antes de uma corrida no fim da tarde. Já um prato com fritura, molho pesado e muita fibra pode pesar no estômago mesmo que tenha bons alimentos.

Quanto maior for a refeição, mais tempo o corpo precisará para processá-la. Portanto, comer um prato volumoso e tentar correr 30 minutos depois aumenta a chance de refluxo, náusea, peso no estômago ou desconforto intestinal.

Lanche leve: 30 a 60 minutos antes

Quando falta menos de uma hora, o foco deve estar em um lanche de digestão mais rápida. Banana, pão branco, tapioca, mel, geleia, torradas e cereal de milho são escolhas comuns porque oferecem carboidrato sem exigir grande volume.

A banana é uma opção prática porque pode ser transportada facilmente e não exige preparo. Já o pão com geleia entrega uma dose maior de carboidrato e pode funcionar melhor antes de um treino de ritmo, intervalado ou rodagem mais prolongada.

A aveia também pode entrar, mas merece cuidado. Embora seja nutritiva e rica em carboidrato, contém mais fibra do que pão branco, tapioca ou cereal de milho. Portanto, quem sente urgência intestinal durante a corrida pode tolerar melhor uma porção pequena ou preferir os flocos em vez do farelo.

Menos de 30 minutos antes

Com menos de 30 minutos, não é hora de fazer uma refeição completa. Nesse cenário, a prioridade é colocar uma pequena quantidade de carboidrato disponível sem encher o estômago. Uma banana, uma colher de mel, uma fatia de pão com geleia ou alguns goles de bebida esportiva podem ser suficientes.

O gel de carboidrato também pode ser usado, principalmente antes de treinos longos ou intensos. No entanto, ele não precisa aparecer antes de toda corrida e nunca deve ser testado pela primeira vez em uma sessão importante. Alguns produtos também devem ser consumidos com água, conforme a orientação do fabricante.

Embora exista receio de que ingerir carboidrato de 30 a 60 minutos antes do exercício provoque uma queda brusca da glicose, a revisão de Jeff Rothschild e colaboradores aponta que essa resposta ocorre apenas em parte das pessoas e não costuma produzir prejuízo consistente ao desempenho.

O que os estudos mostram sobre comer antes do exercício?

Uma pesquisa conduzida por Marius Aandahl e colaboradores, publicada em 2021, comparou os efeitos de uma refeição rica em carboidrato, uma refeição com baixo teor do nutriente e o exercício realizado em jejum. Participaram do estudo atletas de endurance bem treinados e praticantes recreativos, que realizaram um teste progressivo até a exaustão.[3]

A refeição rica em carboidrato foi consumida aproximadamente três horas e meia antes do exercício. Como resultado, os participantes conseguiram permanecer mais tempo no teste quando haviam ingerido a refeição com maior quantidade de carboidrato, em comparação com a refeição pobre no nutriente ou com o jejum. O benefício apareceu tanto entre os atletas treinados quanto entre os recreativos.

Na prática, o estudo reforça que a refeição pré-treino ganha importância quando o corredor pretende sustentar o esforço por mais tempo. Antes de um longão, de um treino progressivo prolongado ou de uma sessão que exige resistência até o final, começar alimentado tende a oferecer uma vantagem em relação a sair após muitas horas sem comer.

Outra evidência vem da revisão sistemática e meta-análise de Martin Pöchmüller e colaboradores, publicada em 2016. Os pesquisadores analisaram 24 ensaios clínicos randomizados sobre suplementação de carboidrato e desempenho em atividades de endurance realizadas em condições próximas às competições.[4]

Entre os estudos que combinavam exercício submáximo seguido por uma prova contra o relógio, a suplementação de carboidrato reduziu o tempo de conclusão em média em aproximadamente 0,9 minuto. Embora o tamanho do efeito varie conforme a duração e o protocolo, o resultado mostra que o carboidrato pode contribuir para o desempenho principalmente quando o exercício já acumulou desgaste antes do trecho decisivo.

Esse cenário se aproxima do que acontece em provas e longões com final progressivo. O corredor não precisa apenas começar bem: ele precisa continuar produzindo energia depois de uma hora ou mais de esforço. Por isso, a estratégia alimentar anterior e, quando necessário, durante a corrida pode fazer diferença na parte final.

Já a revisão de Jeff Rothschild e colaboradores, publicada em 2020, avaliou estudos sobre os efeitos da alimentação pré-exercício no metabolismo, no desempenho e nas adaptações ao treinamento de endurance. Os autores concluíram que a ingestão de carboidrato antes do exercício tende a melhorar o desempenho em atividades com duração superior a 60 minutos, enquanto os benefícios são menos consistentes em sessões curtas.[5]

A revisão também mostrou que correr em jejum aumenta a utilização de gordura durante aquela sessão. No entanto, esse aumento agudo não se transforma automaticamente em maior capacidade de oxidar gordura, maior emagrecimento ou melhor desempenho depois de semanas de treinamento. Além disso, restringir carboidrato antes de uma sessão intensa pode reduzir a qualidade do treino.

Portanto, as evidências não indicam que todos precisem comer da mesma forma antes de cada corrida. Elas mostram que a importância do carboidrato cresce conforme aumentam a duração e a intensidade do esforço. Para treinos leves e curtos, existe mais flexibilidade. Para longões, provas e sessões fortes, a alimentação prévia merece atenção maior.

Seleção com alimentos para comer antes de correr

Para escolher o que comer antes de treinar, o corredor precisa começar pelo horário da corrida e pelo tipo de treino do dia. A lista abaixo reúne opções comuns para corredores porque oferece carboidratos, é prática e pode ser ajustada conforme o tempo disponível antes da sessão.

1. Arroz

O arroz é uma boa opção quando há mais tempo para digestão, especialmente em refeições feitas duas ou três horas antes da corrida. O arroz branco tem pouca fibra e fornece carboidrato de forma simples, o que pode ajudar antes de treinos no fim da tarde ou à noite.

Ele pode ser combinado com frango, peixe, ovos ou legumes cozidos. Para corredores com intestino sensível, costuma ser mais previsível do que refeições muito gordurosas ou com excesso de alimentos crus.

2. Aveia

A aveia fornece carboidrato e pode ser usada antes de treinos leves, rodagens ou sessões em que o corredor tem mais tempo para digerir. Pode aparecer com banana, mel, iogurte ou leite, dependendo da tolerância individual.

O ponto de atenção é a fibra. Para quem corre logo depois de comer ou tem urgência intestinal durante o treino, porções menores tendem a funcionar melhor. Nesse caso, aveia pode ser mais segura uma ou duas horas antes, e não nos minutos finais antes da corrida.

3. Banana

A banana é uma das opções mais práticas para o pré-treino. É fácil de carregar, não exige preparo e costuma ser bem tolerada. Pode funcionar sozinha antes de treinos curtos ou acompanhada de mel, pão ou aveia quando a sessão exige mais energia.

Também é uma escolha comum para quem corre de manhã cedo. Ainda assim, não deve ser tratada como regra universal. Alguns corredores têm refluxo ou desconforto com banana antes de correr, e isso precisa ser respeitado.

4. Batata

A batata é fonte de carboidrato e pode entrar em refeições mais completas antes da corrida. Funciona bem cozida, assada ou amassada, principalmente quando o corredor tem algumas horas até o treino.

O ideal é evitar preparações muito gordurosas, como batata frita ou pratos com excesso de creme e queijo antes da corrida. O alimento pode ser bom, mas a forma de preparo muda completamente a digestão.

5. Bolachas salgadas

Bolachas salgadas simples podem ser úteis quando o corredor precisa de algo leve, prático e fácil de consumir. Elas podem entrar como lanche antes de treinos curtos ou como complemento quando há pouco tempo para preparar outra opção.

O cuidado está em não transformar esse recurso em base da alimentação diária. Elas podem ajudar em situações pontuais, mas não substituem uma rotina alimentar bem ajustada, com refeições completas ao longo do dia.

6. Cereal de milho

O cereal de milho costuma ter digestão mais simples do que alimentos integrais muito fibrosos. Por isso, pode funcionar antes de treinos em que o corredor precisa de energia sem muito volume no estômago.

Pode ser consumido com leite, iogurte ou uma fruta, desde que essa combinação já tenha sido testada. Para quem tem desconforto com leite antes da corrida, a melhor alternativa é adaptar a escolha e não insistir em algo que pesa.

7. Macarrão

O macarrão é uma opção clássica para corredores, especialmente antes de treinos longos ou provas. Em uma refeição feita duas ou três horas antes da corrida, pode fornecer uma boa quantidade de carboidrato.

A escolha do molho faz diferença. Molhos simples tendem a ser mais seguros do que versões com creme, queijo em excesso, frituras ou muita gordura. Antes de correr, o objetivo não é comer pesado: é chegar ao treino com energia e conforto.

8. Pão

O pão é uma das opções mais versáteis para o pré-treino. Pode entrar com geleia, mel, banana, ovo ou queijo em pequena quantidade, conforme o horário da corrida e a tolerância do corredor.

Quando o treino está muito próximo, versões mais simples e com menos fibra podem ser melhor toleradas. Já em refeições mais distantes, o pão pode fazer parte de um café da manhã ou lanche mais completo.

9. Tapioca

A tapioca é prática, tem pouco teor de fibra e pode funcionar bem antes de treinos de corrida. Como é basicamente uma fonte de carboidrato, costuma ser uma opção interessante para quem precisa de energia sem muito peso no estômago.

Ela pode ser usada com recheios simples, como banana, geleia, mel, ovo ou frango em pequena quantidade. Porém, recheios muito gordurosos podem atrasar a digestão e atrapalhar o treino.

10. Frutas secas

Frutas secas, como uva-passa, damasco ou tâmara, concentram carboidratos em pequenas porções. Por isso, podem ser úteis quando o corredor precisa de energia rápida e pouco volume.

No entanto, a quantidade precisa ser testada. Em algumas pessoas, frutas secas podem causar desconforto intestinal, especialmente quando consumidas em excesso ou muito perto da corrida.

O que comer antes do treino para ter mais energia?

O que dá mais energia para treinar não é um alimento isolado, mas a combinação entre carboidrato, horário correto e boa tolerância digestiva. Para correr bem, o corpo precisa ter combustível disponível sem gastar energia demais com uma digestão pesada.

Antes de treinos leves, uma banana, uma fatia de pão ou uma tapioca pequena podem ser suficientes, dependendo do que o corredor comeu nas horas anteriores. Antes de treinos intensos, a estratégia precisa ser mais cuidadosa, porque o corpo vai depender mais de carboidrato para sustentar o ritmo.

Antes de longões e provas, a alimentação precisa ser treinada com antecedência. Não adianta descobrir no dia da largada que o alimento escolhido causa refluxo, enjoo ou urgência intestinal. O melhor pré-treino é aquele que já funcionou várias vezes nos treinos.

O que comer antes de correr de manhã ou em jejum?

Quem corre muito cedo costuma enfrentar um dilema: acordar ainda mais cedo para comer ou sair em jejum. Para sessões curtas e leves, alguns corredores conseguem treinar sem refeição prévia, especialmente quando jantaram bem e já estão adaptados. Contudo, essa estratégia não é obrigatória e tampouco é superior para todos.

A revisão de Rothschild e colaboradores mostrou que a alimentação prévia tende a ser mais importante à medida que o exercício ultrapassa 60 minutos. Os autores encontraram evidências de melhora do desempenho em exercícios prolongados após a ingestão de carboidrato, enquanto o benefício é menos claro em sessões curtas.

Além disso, treinar em jejum pode reduzir o rendimento em sessões intensas ou prolongadas. Consequentemente, o corredor talvez precise diminuir o ritmo, encurtar o treino ou demore mais para se recuperar. Portanto, o jejum não deve ser tratado como atalho obrigatório.

Para quem gosta de correr em jejum, o mais sensato é reservar essa escolha para sessões leves, curtas e já conhecidas. Pessoas com diabetes, histórico de hipoglicemia, tontura recorrente ou outras condições clínicas devem procurar orientação profissional antes de adotar a estratégia.

O que evitar antes de correr?

O pré-treino não depende apenas do que entra no prato, mas também do que fica de fora. Alimentos muito gordurosos, ricos em fibras ou consumidos em grande quantidade podem atrasar o esvaziamento do estômago e aumentar a chance de desconforto gastrointestinal.

Antes de correr, vale evitar ou reduzir:

  • Frituras e molhos muito gordurosos
  • Grandes quantidades de queijo ou creme
  • Feijão, lentilha e vegetais que provoquem gases
  • Excesso de salada crua ou alimentos integrais
  • Comidas muito apimentadas
  • Refeições volumosas perto do treino
  • Alimentos ou suplementos nunca testados

Isso não significa que esses alimentos sejam ruins para a saúde. O problema é o horário. Feijão, saladas, sementes e produtos integrais podem fazer parte normalmente da alimentação do corredor, mas talvez funcionem melhor longe da sessão.

Além disso, não é necessário eliminar toda a gordura ou toda a fibra várias horas antes de correr. O cuidado aumenta conforme diminui o tempo entre a refeição e o treino.

Como adaptar a alimentação para diferentes tipos de treino

A intensidade e a duração da sessão mudam a necessidade de energia. Uma rodagem regenerativa não exige a mesma preparação de um treino de tiros, enquanto um longão pede planejamento maior do que um trote curto.

De maneira prática, a refeição pode ser ajustada assim:

  • Corrida leve ou regenerativa: pode exigir apenas uma fruta, uma fatia de pão ou nenhum lanche extra, se o corredor se alimentou bem antes.
  • Treino intervalado ou de ritmo: pede carboidrato mais bem planejado, como pão com geleia, banana com mel, tapioca ou refeição feita uma a duas horas antes.
  • Longão acima de 90 minutos: combina refeição prévia mais completa com estratégia de carboidrato durante a corrida.
  • Prova: exige apenas alimentos já testados, sem inventar café da manhã novo, suplemento novo ou gel diferente no dia da largada.

Essas referências ajudam, mas o corpo precisa ser observado. Se o corredor termina sempre os treinos de intensidade sem energia, talvez esteja comendo pouco ou cedo demais. Entretanto, se começa a correr estufado, a refeição pode estar grande, gordurosa ou próxima demais da sessão.

Cuide do pré-treino antes da próxima prova

A alimentação antes da corrida não precisa ser complicada, mas precisa ser treinada. Quanto mais importante for a prova, maior deve ser o cuidado para testar alimentos, horários e quantidades nos treinos.

Com a estratégia ajustada, consulte o Calendário de Corridas 2026 da Iguana Sports e escolha sua próxima prova com mais segurança. O pré-treino certo não começa no dia da largada: ele é construído na rotina.

LEIA MAIS: Suplementos que podem ajudar a melhorar o desempenho na meia-maratona

Conclusão: o que comer antes do treino depende do tempo e da corrida

Saber o que comer antes do treino exige olhar para três fatores: quanto tempo falta, qual será a duração da corrida e qual intensidade está planejada. Quanto mais distante estiver o treino, mais completa pode ser a refeição. Por outro lado, quanto mais próxima estiver a saída, menor e mais simples deve ser a escolha.

De modo geral, carboidratos fáceis de digerir são a base da refeição pré-treino do corredor. Banana, pão, arroz, tapioca, batata, cereal, aveia, macarrão, frutas secas e geleia podem funcionar, desde que a quantidade e o horário respeitem a tolerância individual. Além disso, gordura e fibra devem ser controladas quando a refeição estiver muito próxima da corrida.

Os estudos reforçam que o benefício da alimentação prévia cresce conforme aumentam a duração e a exigência do exercício. Uma refeição rica em carboidrato aumentou o tempo até a exaustão no estudo de Aandahl e colaboradores, enquanto revisões e meta-análises identificaram vantagens principalmente em atividades prolongadas ou realizadas depois de um período de esforço acumulado.

Finalmente, o pré-treino precisa ser treinado. Teste as opções antes de longões, provas e sessões importantes, observe o corpo e repita o que funciona. Assim, a alimentação deixa de ser uma fonte de dúvida e passa a apoiar a consistência, o conforto e a qualidade de cada corrida.

Perguntas frequentes sobre o que comer antes do treino

1. O que devo comer 30 minutos antes do treino?

Com 30 minutos até o treino, o ideal é escolher carboidratos simples e em pequena quantidade, como banana, mel, pão branco com geleia, tapioca pequena, suco ou bebida esportiva. A refeição deve ser leve para não pesar no estômago.

2. O que comer 20 minutos antes de treinar?

Com apenas 20 minutos, a melhor escolha costuma ser algo pequeno e fácil de digerir, como uma banana, uma colher de mel, alguns goles de bebida esportiva ou um gel de carboidrato já testado. Não é o momento para refeição completa.

3. O que devo comer antes do treino?

Antes do treino, o corredor deve priorizar carboidratos de fácil digestão, ajustando a quantidade ao horário e ao tipo de corrida. Arroz, pão, banana, tapioca, aveia, batata, macarrão, cereal de milho e frutas secas podem funcionar conforme a situação.

4. O que dá mais energia para treinar?

O que mais ajuda a dar energia para correr é o carboidrato bem encaixado no horário do treino. Para treinos leves, uma fruta pode bastar. Para longões, intervalados e provas, a refeição precisa ser mais planejada.

5. É bom comer banana antes de correr?

Sim. A banana é prática, oferece carboidrato e costuma ser bem tolerada. Entretanto, antes de longões ou treinos intensos, talvez seja necessário combiná-la com outra fonte de carboidrato, como pão, mel ou aveia.

6. Posso correr em jejum?

Pode funcionar para alguns corredores em treinos curtos e leves, mas não é obrigatório nem superior para todos. Antes de treinos fortes, longões ou provas, consumir carboidrato tende a favorecer a qualidade do treino.

7. O que evitar antes da corrida?

Evite frituras, excesso de gordura, muita fibra, refeições volumosas, comidas muito apimentadas e alimentos nunca testados. O objetivo é chegar ao treino com energia, mas sem desconforto digestivo.

Fontes dos estudos 

[1] Suzana Bonumá — Guia da Vila
Link para inserir na âncora “Suzana Bonumá”:
https://guiadavila.tudoeste.com.br/2010/10/19/a-nutrio-da-corrida/

[2] Diretriz de nutrição esportiva — Academy of Nutrition and Dietetics, Dietitians of Canada e American College of Sports Medicine
Link para inserir na âncora “posicionamento conjunto da Academy of Nutrition and Dietetics, dos Dietitians of Canada e do American College of Sports Medicine”:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26920240/

[3] Aandahl et al., 2021 — refeição rica em carboidrato antes do exercício
Link para inserir na âncora “pesquisa conduzida por Marius Aandahl e colaboradores”:
https://www.frontiersin.org/journals/sports-and-active-living/articles/10.3389/fspor.2021.664270/full

[4] Pöchmüller et al., 2016 — revisão sistemática e meta-análise
Link para inserir na âncora “revisão sistemática e meta-análise de Martin Pöchmüller e colaboradores”:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4940907/

[5] Rothschild et al., 2020 — alimentação pré-exercício, jejum e endurance
Link para inserir na âncora “revisão de Rothschild e colaboradores”:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7696145/

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